sexta-feira, fevereiro 23, 2007
Paranoid Android - Radiohead
Please could you stop the noise, I'm trying get some rest
From all the unborn chicken voices in my head
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
What's that...? (I may be paranoid, but not an android)
When I am king, you will be first against the wall
with your opinion which is of no consequence at all
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
What's that...? (I may be paranoid, but no android)
Ambition makes you look pretty ugly
Kicking, squealing gucci little piggy
You don't remember
You don't remember
Why don't you remember my name?
Off with his head, man
Off with his head, man
Why don't you remember my name? I guess he does...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
From a great height
From a great height... height...
Rain down, rain down
Come on rain down on me
That's it sir
You're leaving
The crackle of pigskin
The dust and the screaming
The yuppies networking
The panic, the vomit
The panic, the vomit
God loves his children, God loves his children, yeah!
(tradução)
terça-feira, fevereiro 13, 2007
Cinema - Bruno Braga
Havia dois casais, um grupo de três amigas, dois moleques que não pareciam ter mais de doze anos e mais duas pessoas sozinhas, assim como ele. Não tinha o costume de ir só pro cinema, mas queria muito ver o filme e não estava a fim de encontrar ninguém naquele dia. Não agüentava mais as mesmas pessoas, as mesmas conversas. Queria o escuro do cinema, a solidão de sua cadeira em meio a pessoas completamente estranhas. Precisava de um momento assim, pra ele mesmo.
Sentou-se atrás, na penúltima fileira. Como ainda tinha alguns minutos antes que começassem os trailers, se entreteve observando os outros expectadores. Um dos casais se agarrava intensamente, enquanto o outro trocava carícias mais contidas e risadinhas que demonstravam maior intimidade. Enquanto fitava o grupo de três amigas que falava sobre algo relacionado a roupas, foi pego de surpresa por uma nova integrante na rasa platéia. Ela sentou duas cadeiras ao seu lado. Encarou-a, mas ela não parecia notar sua presença. Não entendia como uma garota tão linda podia estar num cinema sozinha. Não era do tipo que anda sem namorado por aí.
No final do filme, ainda a encarava. Ela ainda sem dar nem sinal de retorno a sua tentativa frustrada de troca de olhares. Acenderam novamente as luzes, voltou a vê-la, seu perfil enquanto ajeitava os cabelos. Achava que se pode dizer muito de uma mulher pelo jeito como ela mexe nos cabelos. Ela mexia exatamente como ele prevera, sutil, delicada, indiferente, como quem não nota a presença de mais ninguém ao seu redor, porém segura e confiante. Não tirava os olhos dela. Depois de longo período que não tem idéia quanto durou ela, com os cabelos presos, devolveu-lhe o olhar por um único e breve momento. Não demorou mais que três segundos para ela voltar seu rosto pro outro lado, levantar-se e sair do cinema. Se ela me olhasse mais uma vez, uma única vez, se ao menos nota-se minha presença, pensou. Nada aconteceu. E, assim como chegou, saiu sozinho do cinema.
Lá fora, ela se perguntava o que ele fazia sozinho no cinema. Estava nervosa, com medo de ter parecido muito oferecida tendo sentado a duas cadeiras dele, tendo tantas outras livres na sala quase vazia. Já o tinha notado na fila para comprar o ingresso, seu jeito apreensivo, meio sem graça de estar sozinho numa fila de cinema. Por isso não resistiu de sentar perto dele. Não queria parecer oferecida. Apenas sentia que ele precisava de companhia, de alguém novo, desconhecido. Uma estranha. Na saída, ainda lançou um último olhar, na esperança de que ele fosse ao seu encontro, a notasse, e ela deixasse de ser uma estranha para ele. Nada aconteceu.
(conheçam os belos textos del Chuco clicando aqui)
domingo, fevereiro 11, 2007
Buena Vista Social Club
De Alto Cedro voy para Macané
Llego al Puerto voy para Mayarí
El cariño que te tengo
Yo no lo puedo negar
Se me sale la babita
Yo no lo puedo evitar
Cuando Juanica y Chan Chan
En el mar cernían arena
Como sacudía el 'jibe'
A Chan Chan le daba pena
Limpia el camino de pajas
Que yo me quiero sentar
En aquel tronco que veo
Y así no puedo llegar
De Alto Cedro voy para Macané
Llego al Puerto voy para Mayarí
"Durante muitos anos, artistas cubanos da vanguarda ficaram no ostracismo; muitos deles sem tocar seus instrumentos por mais de 10 anos.
O produtor musical Ry Cooder, com a expectativa de encontrar artistas cubanos e reuni-los para a gravação de um disco, viajou até Havana em 1996. Entre os mais famosos, destacam-se Ibrahim Ferrer, Compay Segundo, Omara Portuondo, Eliades Ochoa e Rubén Gonzáles.
O título do disco, Buena Vista Social Club, é uma referência a uma antiga casa de shows cubana, que havia deixado de existir por volta dos anos 50.
O documentário mostra, a partir do retorno de Ry Cooder a Havana, em 1998, as histórias de vida dos músicos cubanos envolvidos no projeto e como o sucesso do disco Buena Vista Social Club, premiado com um Grammy, que se reflete nas apresentações dos artistas em Amsterdam (HOL) e no Carnegie Hall, em Nova Iorque (EUA), transformou a vida dessas pessoas."
quarta-feira, fevereiro 07, 2007
Chico Buarque - Construção
Amou daquela vez como se fosse a última
Beijou sua mulher como se fosse a última
E cada filho seu como se fosse o único
E atravessou a rua com seu passo tímido
Subiu a construção como se fosse máquina
Ergueu no patamar quatro paredes sólidas
Tijolo com tijolo num desenho mágico
Seus olhos embotados de cimento e lágrima
Sentou pra descansar como se fosse sábado
Comeu feijão com arroz como se fosse um príncipe
Bebeu e soluçou como se fosse um náufrago
Dançou e gargalhou como se ouvisse música
E tropeçou no céu como se fosse um bêbado
E flutuou no ar como se fosse um pássaro
E se acbou no chão feito um pacote flácido
Agonizou no meio do passeio público
Morreu na contramão atrapalhando o tráfego
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho seu como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contramão atrapalhando o sábado
segunda-feira, fevereiro 05, 2007
Amor e Loucura, juntos - Silvia Curiati
Todos os convidados foram. Após tomarem café a Loucura propôs:
- Vamos brincar de esconde-esconde?
Todos aceitaram, menos o Medo e a Preguiça.
- 1, 2, 3, ... - a Loucura começou a contar.
A Pressa se escondeu primeiro, em um lugar qualquer.
A Timidez, tímida como sempre, escondeu-se na copa de uma árvore.
A Alegria correu para o meio do jardim.
Já a Tristeza começou a chorar, pois não achava um local apropriado para se esconder.
A Inveja acompanhou o Triunfo e se escondeu perto dele, debaixo de uma pedra.
O Desespero ficou desesperado ao ver que a Loucura já estava no noventa e nove ...
- Cem, gritou a Loucura. Vou começar a procurar.
A primeira a aparecer foi a Curiosidade, já que não agüentava mais.
Ao olhar para o lado, a Loucura viu a Dúvida em cima de uma cerca sem saber em qual dos lados iria se esconder.
E assim foram aparecendo a Alegria, a Tristeza, a Timidez...
Quando estavam todos reunidos, a Curiosidade perguntou: - Onde está o Amor?
Ninguém o tinha visto.
A Loucura começou a procurá-lo. Procurou em cima da montanha, nos rios, debaixo das pedras e nada do Amor aparecer.
Procurando por todos os lados a Loucura viu uma roseira, pegou um pauzinho e começou a vasculhar entre os galhos, quando de repente ouviu um grito.
Era o Amor, que havia furado o olho com espinho. A Loucura não sabia o que fazer. Pediu desculpas, implorou pelo perdão do Amor e até prometeu seguir-lhe para sempre.
O Amor aceitou as desculpas.
Desde então, o Amor é cego e a Loucura sempre o acompanha...
domingo, fevereiro 04, 2007
Coldplay - Speed of Sound
How long, before I get in?
Before it starts, before I begin?
How long before you decide?
before I know what it feels like?
Where to, where do I go?
If you never try, then you'll never know
How long do I have to climb?
Up on the side of this mountain of mine?
Look up, I look up at night
Planets are moving at the speed of light
Climb up, up in the trees
Every chance you get is a chance you seize
How long am I gonna stand
With my head stuck under the sand?
I'll start before I can stop
Before I see things the right way up
All that noise and
all that sound
All those places I got found
And birds go flying at the speed of sound
To show you how it all began
Birds came flying from the underground
If you could see it, then you'll understand
Ideas that you'll never find
All the inventors could never design
The buildings that you put up
Japan and China all lit up
A sign that I couldn't read
Or the light that I couldn't see
Some things you have to believe
But others are puzzles, puzzling me
All that noise and all that sound
All those places I got found
And birds go flying at the speed of sound
To show you how it all began
Birds came flying from the underground
If you could see it, then you'd understand
Ah when you see it, then you'll understand
All those signs I knew what they meant
Some things you can't invent
Some get made and some get sent
And birds go flying at the speed of sound
To show you how it all began
Birds came flying from the underground
If you could see it, then you'd understand
Ah when you see it, then you'll understand
quarta-feira, janeiro 31, 2007
segunda-feira, janeiro 29, 2007
O amor deixa muito a desejar - Arnaldo Jabor
A música é linda, estou emocionado, não mereço tão subida honra, quem sou eu, quase enxuguei uma furtiva lágrima com minha "gélida manina" por estar num disco, girando na vitrola sem parar com Rita, aquela hippie florida com consciência crítica, aquela hippie paródica, aquela mulher divinamente dividida, de noiva mutante ou de cartola e cabelo vermelho que, em 67, acabou com a caretice de Sampa e de suas lindas "minas" pálidas.
A música veio mesmo a calhar, pois ando com uma fome de arte, ando com saudade da beleza, ando com saudade de tudo, saudade de alguma delicadeza, paz, pois já não agüento mais ser apenas uma esponja absorvendo e comentando os bodes pretos que os políticos produzem no Brasil e o Bush lá fora. Ando meio desesperançado, mas essa canção de Rita trouxe de volta a minha mais antiga lembrança de amor. Isso mesmo: a canção me trouxe uma cena que, há mais de 50 anos, me volta sempre. Sempre achei que esse primeiro momento foi tão tênue, tão fugaz que não merecia narração. Mas, vou tentar.
Eu devia ter uns 6 anos, no máximo. Foi meu primeiro dia de aula no colégio, lá no Meier, onde minha mãe me levou, pela Rua 24 de Maio, coberta de folhas de mangueira que o vento derrubava. Fiquei sozinho, desamparado, sem pai nem mãe no colégio desconhecido. No pátio do recreio, crianças corriam. Uma bola de borracha voou em minha direção e bateu em meu peito. Olhei e vi uma menina morena, de tranças, com olhos negros, bem perto, me pedindo a bola e, nesse segundo, eu me apaixonei. Lembro-me de que seu queixo tinha um pequeno machucado, como um arranhão com mercúrio-cromo, lembro-me que ela tinha um nariz arrebitado, insolente e que, num lampejo, eu senti um tremor desconhecido, logo interrompido pelo jogo, pela bola que eu devolvi, pelos gritos e correria do recreio. Ela deve ter me olhado no fundo dos olhos por uns três segundos mas, até hoje, eu me lembro exatamente de sua expressão afogueada e vi que ela sentira também algum sinal no corpo, alguma informação do seu destino sexual de fêmea, alguma manifestação da matéria, alguma mensagem do DNA. Recordando minha impressão de menino, tenho certeza de que nossos olhos viram a mesma coisa, um no outro. Senti que eu fazia parte de um magnetismo da natureza que me envolvia, que envolvia a menina, que alguma coisa vibrava entre nós e senti que eu tinha um destino ligado àquele tipo de ser, gente que usava trança, que ria com dentes brancos e lábios vermelhos, que era diferente de mim e entendi vagamente que, sem aquela diferença, eu não me completaria. Ela voltou correndo para o jogo, vi suas pernas correndo e ela se virando com uma última olhada.
Misteriosamente, nunca mais a encontrei naquela escola. Lembro-me que me lembrei dela quando vi aquele filme Love Story, não pelo medíocre filme, mas pelo rosto de Ali McGraw, que era exatamente o rosto que vivia na minha memória. Recordo também, com estranheza, que meu sentimento infantil foi de "impossibilidade"; aquele rosto me pareceu maravilhoso e impossível de ser atingido inteiramente, foi um instante mágico ao mesmo tempo de descoberta e de perda. Escrevendo agora, percebo que aquela sensação de profundo "sentido" que tive aos 6 anos pode ter marcado minha maneira de ser e de amar pelos tempos que viriam. Senti a presença de algo belíssimo e inapreensível que, hoje, velho de guerra, arrisco dizer que talvez seja essa a marca do amor: ser impossível. Calma, pessoal, claro que o amor existe, nem eu sou um masoquista de livro, mas a marca do sublime, o momento em que o impossível parece possível, quando o impalpável fica compreensível, esse instante se repetiu no futuro por minha vida, levando-me para um trem-fantasma de alegrias e dores.
Amar é parecido com sofrer - Luís Melodia escreveu, não foi? Machado de Assis toca nisso na súbita consciência do amor entre Bentinho e Capitu:
"Todo eu era olhos e coração, um coração que desta vez ia sair, com certeza, pela boca."
Isso: felicidade e medo, a sensação de tocar por instantes um mistério sempre movente, como um fotograma que pára por um instante e logo se move na continuação do filme. Sempre senti isso em cada visão de mulheres que amei: um rosto se erguendo da areia da praia, uma mulher fingindo não me ver, mas vendo-me de costas num escritório do Rio... São momentos em que a "máquina da vida" parece se explicar, como se fosse uma lembrança do futuro, como se eu me lembrasse ali, do que iria viver.
Esses frêmitos de amor acontecem quando o "eu" cessa, por brevíssimos instantes, e deixamos o outro ser o que é em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso próprio desamparo, entrevisto no outro.
A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. Vejam a arte tratada como algo desnecessário, sem lugar, vejam as mulheres nuas amontoadas na internet. Andamos com fome de beleza em tudo, na vida, na política, no sexo; por isso, o amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Todas essas tênues considerações, essas lembranças de lembranças, essa tentativa de capturar lampejos tão antigos, com risco de ser piegas, tudo isso me veio à cabeça pela emoção de me ver subitamente numa música, parceiro de Rita Lee, "lovely Rita", a mais completa tradução de São Paulo, essa cidade cheia de famintos de amor.
terça-feira, janeiro 23, 2007
sábado, janeiro 20, 2007
Bobagens românticas - Airton Monte
Por vezes, me dava um pavor juvenil pela suprema tolice de pensar que podia jogar o jogo da vida sem comprometer-me. Eu tentava ver as pessoas como se elas fizessem parte de um jardim zoológico, eu, é claro, ficava do lado de fora das jaulas e observava as pessoas com olhinhos cruéis de um taxonomista. De madrugada, numa cidade então sem muitos perigos, caminhava pelas ruas desertas, esperando que enfim amanhecesse. Vinha uma vontade maluca de acordar as pessoas do marasmo em que eu acreditava que viviam.
Era-me impossível amá-las, não a tais pessoas sujas, frias, desconhecedoras da beleza e impregnadas do cheiro da morte, enquanto dentro de mim novas palavras ferviam, novas idéias se agitavam e afloravam-me novas descobertas a respeito de mim, do mundo. Eu apenas sofria de tristeza como outros sofriam do fígado. E fingia que não tinha medo e zombava da minha solidão sem perceber que estava cada vez mais só, mais sofrido, mais amargo, mais aprisionado a meus fantasmas. Nem desconfiava ser o pior de meus inimigos, porque o mais solerte.
Um pouco depois, já me cansava em ser um rebelde sem causa, queria ser poeta. E que ser poeta não era fácil nem difícil, e se o fosse, jamais conseguiria deixar de sê-lo. E caminhar sobre o gume de uma faca e por incrível que pareça, cortar realmente os pés e mesmo assim, mutilado, prosseguir, embora a alma fosse se tornando um mapa-mundi de cicatrizes. Nunca acreditei no mito que faz dos poetas elefantes moribundos em busca de seu inefável cemitério. Ser poeta é uma coisa à toa. Qualquer um pode ser, desde que o seja.
quarta-feira, janeiro 17, 2007
O homem que não tinha nada - Silvia Curiati
Ele não tinha nada. Não tinha casa, não tinha carro, não tinha filhos nem mulher, não tinha mãe, nunca teve pai, não tinha idéias, vontades, aspirações, curiosidades, desejos, metas, medos.Era a sua maneira livre de levar a vida, sem amarras, que o fazia sorrir todas as manhãs no elevador, como se fosse o homem mais feliz daquele lugar. Às vezes, quando eu chegava a pé depois de uma caminhada, o via vigiando os arredores. E sempre quando terminava, dava tapinhas no muro do prédio como fazemos nas costas de um amigo quando queremos dizer "é isso aí", ou "você vai longe". Aquele gesto que transmite ao mesmo tempo carinho, orgulho e estímulo.
Zelou por alguns anos ainda, depois que o conheci. Quando faleceu, limparam o seu quartinho modesto e lá encontraram uma única posse, pequena, que foi enterrada ao lado da árvore mais próxima à guarita, para que ninguém mais conhecesse o segredo de sua alegria.

