domingo, abril 02, 2006

Jogo: BMX Free Style

(clique no título e tente suas manobras)

Depois de Tantos Anos - Bruno Braga

Não sabia ao certo se devia contar. Afinal se tratava de seu melhor amigo. Cresceram juntos, jogando bola, tocando na banda que iria revolucionar o mundo da música, passando noites jogando vídeo-game e assistindo o canal adulto que quase não tinha imagem. “Eu acho que vi um peito”, e a noite já teria valido a pena. Eram mais velhos agora, já não jogavam mais todo dia, a banda já era só um hobby, assim como o vídeo-game, e o canal adulto já era mais necessário.
Mas continuavam tão amigos quanto sempre foram. Sabiam tudo um do outro. Não tinha como haver segredos entre eles, pois se conheciam bem demais para isso. E foi justamente por isso que o mais velho, que havia nascido apenas três meses antes do outro, mas que sempre se vangloriou por ser mais velho e usava isso como desculpa para tirar vantagem em tudo, estranhou quando o mais novo não quis lhe contar o que o estava perturbando. Sabia que havia algo, não tinha como esconder. Mas o mais novo não sabia como dar aquela noticia.
Não era uma besteira qualquer, era um assunto sério. Encarou o amigo, sem muita coragem. Viu seus olhos de preocupação e tudo que eles escondiam, conhecia cada expressão dele. Não resistiu. “Vamos dar uma volta”, sugeriu. Foram andar na praia, já estava escurecendo e não havia quase ninguém por perto, apenas uma mulher passeando com seu imenso cachorro e dois jovens jogando frescobol. Como jogavam mal, comentaram os amigos, que de tanto jogarem juntos já não sabiam jogar com outras pessoas.
A primeira frase é sempre a mais difícil, assim como em qualquer texto. Sabia que quando começasse a falar sairia tudo e logo teria tirado aquele peso dos ombros. Já carregava esse tormento há uma semana e tinha certeza que não agüentaria mais uma hora se falar para o companheiro mais velho. Mas simplesmente não sabia como começar. Não conseguia. Foi quando o amigo colocou a mão no seu ombro, com aquele ar superior de irmão mais velho, e falou que ele podia dizer qualquer coisa que quisesse. “Como você pode ainda não saber disso, depois de tantos anos”. E essa ultima parte da frase ecoou na cabeça do outro. “Depois de tantos anos”. Havia algo mágico nessas palavras. Não sabia ao certo, mas não eram apenas palavras. Tinham um significado imenso, não só pelo tempo que representava, mas pelo que havia dentro daquele tempo. Era como se toda a história daquela amizade coubesse depois dentro dessa frase. Depois de tantos anos. Realmente, muitos anos. E não lembrava de ter havido situação parecida em todo esse tempo.
Pararam e ficaram encarando o mar sem dar uma palavra. Dizem que amigos são aqueles que ficam sós sem falar nada e não ficam constrangidos. E assim ficaram até que o sol se pôs por completo. E foi justamente quando o ultimo raio solar desapareceu no horizonte que o mais novo começou a falar. A primeira frase surgiu naturalmente, sem que ele percebesse. Apenas saiu da sua boca como um animal enjaulado que não agüentava mais ficar preso. Olhou para os pés, respirou, virou-se para o amigo e começou a falar. Depois de tantos anos, foi o que disse...

E L A


"A mulher deve ser lentamente decifrada, como o enigma que é: encanto a encanto"
Coelho Neto

sexta-feira, março 31, 2006

The Movie Wavs Page

(clique no título e conheça esse site que contém as principais falas dos melhores filmes da história)

A ligação - por Bruno Braga

Já passava das onze quando acordou assustado. Era o grande dia, o dia da ligação que tanto esperara. Tomou quatro xícaras de café para ver se o tempo passava mais rápido, o que não adiantou muito, pois a ansiedade o fez beber as quatro xícaras em menos de cinco minutos. Precisava arranjar alguma coisa para fazer, caso contrário passaria o dia inteiro encarando o maldito telefone que insistia em não tocar. Decidiu tentar ler, afinal sempre relaxava com uma boa leitura. Mas não dessa vez. Não conseguia ler uma linha sequer. Estava tenso demais para realizar essa tarefa tão complicada.
Deram duas horas e nada. Já não agüentava mais andar de um lado para o outro da casa com o telefone sem fio na mão. Toque, maldito! Foi então que surgiu a preocupação: e se o telefone tiver quebrado? Sem sinal? Ligou o aparelho e colocou rapidamente no ouvido para ouvir o barulhinho que fazia. Se fosse um tuuuu contínuo, então estava bem. Mas se fosse um tu tu tu intercalado, então estaria com sérios problemas. Para sua tranqüilidade (ou desespero) o barulhinho foi contínuo. Já passava das cinco, com o sol já quase se pondo naquele domingo que parecia que não ia acabar quando resolveu ligar do seu celular para testar se o telefone estava realmente funcionando. Não é possível, já vai dar seis horas! Ligou. Chamou. Desligou rapidamente. Mas e se nesse exato momento a ligação tão esperada tivesse acontecido e tivesse dado ocupado? Suou frio ao pensar isso. Bom, agora não tem mais jeito, pensou. Esperou. Nada de tocar o maldito telefone.
Olhou no relógio, eram oito e trinta e sete. Detestava horas com números quebrados, mas no momento aquele era o menor de seus problemas. Sentiu o estômago roncar e percebeu que só havia tomado algumas xícaras de café e comido uma Cream Cracker o dia inteiro. Precisava comer alguma coisa. E foi justo quando se dirigia para a cozinha que o bendito telefone tocou. O susto foi tão grande que quase deixou o aparelho cair e estragou todo um dia de espera. Esperou tocar a segunda vez. Pigarreou para não faltar voz. Durante a terceira chamada, atendeu com o ‘alô’ que treinou o dia inteiro. “Não, não é da Naja Turismo”. “Não, não sei informar o telefone da maldita Naja Turismo”. “Não, eu não faço passeios turísticos”, gritou. Desligou. Perdeu a fome.
Voltou pro quarto e deitou-se na cama. Não agüentava mais a espera. Os ombros doíam, os olhos ardiam, as mãos tremiam. Estava exausto de tanto esperar a maldita ligação. Perdeu as forças e permaneceu deitado, fitando aquele aparelho que insistia em não cooperar. Ficou assim até umas três e treze da manhã (como odiava horas com números quebrados) quando olhou para o relógio pouco antes de, finalmente, conseguir dormir. Sonhou a noite inteira com vários telefones tocando. Um barulho ensurdecedor. Mas no sonho não conseguia atender a nenhum deles. Foi quando um dos telefones pareceu tocar mais alto que todos os outros. Foi se aproximando e percebeu que não estava sonhando. Havia acordado e o bendito telefone estava realmente tocando. Sorriu melancolicamente. Pigarreou. Atendeu. “Não, não é da Naja Turismo”. E desligou o maldito telefone.

terça-feira, março 28, 2006

Brujeria - La Migra

Brujo: "Cuanto quiere ese coyote?"
Mexicano: "Diez mil pesos"
Brujo: "Pa todos?"
Mexicano: "No, Jefe, Pa cada uno"
Brujo: "Pinch coyote ladrón, hay que joder al gey"

Coyotes rateros, te chingan la feria
Siguen al brujo te llevo pa' gratis
Trae tu abuela tu tia Elena

Pinches polleros q' viven pa' feria
Te Cobran tu sueldo y largan tu abuela
Pinche Migra Te esta esperando
Te devuelven después de una paliza

La migra hayo a tu abuela en el desierto
La Mandaron a Tijuana Pegada con palos
El Brujo tiene contrabando del bueno
Numero de Seguro y cartas verdes

la migra la migra
te pegan bien duro
La migra la migra
te pican el culo

La misma migra te pasa por lana
Mordidas de feria te compran todo
Siguen al brujo te llevo pa' el norte
Cuidado con ese alambre cortado
Ay cabron ahi viene la troca
Pa'tras pinches pollos ahi viene la migra
Carga a tu abuela corrale tia
ya aplastaron el lelo

La migra la migra
te chingan los pollos
La migra la migra te coje en el hoyo
La migra, la migra, la migra, la migra

Soledad


"No fundo, é isso, a solidão: envolvermo-nos no casulo da nossa alma, fazermo-nos crisálida e aguardarmos a metamorfose, porque ela acaba sempre por chegar"

August Strindberg

Uma Mulher de Atitude - Por: Silvia Curiati

Ele só teve tempo de notar a cor do chão e a sensação de ter seu maxilar deslocado. Era a primeira vez, depois dos 17 anos de idade, que sentia seu nariz tão próximo ao piso.

Chacoalhou a cabeça duas ou três vezes para recuperar a razão, apoiou as duas mãos no cimento frio e tentou levantar-se, em vão.

O salto fino do sapato preto já descansava em suas costas. Uma pressão a mais, leve que fosse, poderia causar estragos irreversíveis em sua coluna. Ela acendia um cigarro enquanto fazia o discurso. Nunca mais seria enganada daquela maneira. Ele sentia o peso do corpo daquela mulher esguia concentrado na base do salto. Queria levantar-se e discutir o tema, mas ela não se alterava.

Deixava as cinzas caírem no paletó gris, algumas voando quase de propósito em direção ao pouco cabelo que ele ainda tinha. Ele tentou virar a cabeça para ver qual a expressão que ela trazia em seu rosto pálido, mas o sapato preto deslizou um pouco mais, travando em sua nuca. Achou melhor não arriscar lamber aquela sola de couro.

Dizendo algumas palavras duras, apagou o cigarro pressionando-o com o pé no terno novo, ajoelhou-se sobre o corpo dele e girou a gravata que estava em seu pescoço para trás. Puxou com força os braços do homem, dando uma mordida forte no seu dedão esquerdo. Juntou as mãos e amarrou-as com a gravata, que ainda enfeitava seu pescoço. Cada um dos cadarços de seus sapatos foi atado à perna de uma cadeira. Ela pegou a jarra d'água ainda cheia, da reunião que nunca aconteceu, e virou lentamente sobre ele, deixando as pedras de gelo caírem em seu rosto.

Nunca gostou de discussões. Era o tipo de mulher que sabia se colocar e se fazer ouvir. Saiu da sala e nunca mais lhe dirigiu a palavra.

segunda-feira, março 27, 2006

Jogo: Trials Mountain Heights

(clique no título e seja o motoqueiro dessa trilha de pedras)

A vida de Jane Lloyd

(clique no título e assista a um curta-metragem ganhador de inúmeros prêmios que vale a pena ver. Quer saber quem é Jane Lloyd? Baixe o vídeo e saberá... Sem palavras).

No It Is'n - Plus-44

Please understand
This isn't just goodbye,
This is I can't stand you,
This is where the road crashed into the ocean,
It rises all around me,
And now we're barely breathing,
A thousand faces we'll chose to ignore

Curse my enemies forever
Let's slit our wrists
And burn down something beautiful,
This desperation,
Leaves me overjoyed,
With fading lights,
That leads us,
Past the lines that we destroy

I listen to you cry
A cry for less attention
Well both my hands are tied
And I'm pushed into the deep end
I listen to you talk
But talk is cheap
And my mouth is filled with blood
From trying not to speak
So search for an excuse
And someone to believe you
And for interesting moves
I'm empty with the need to

Curse my enemies forever
Let's slit our wrists
And burn down something beautiful,
This desperation,
Leaves me overjoyed,
With fading lights,
That leads us,
Past the lines that we destroy

Curse my enemies forever
Let's slit our wrists
And burn down something beautiful,
This desperation,
Is leaving me overjoyed,
With fading lights,
That leads us,
Past the lines that we destroy

Please understand,
This isn't just goodbye,
This is I can't stand you


dica: 10

Se os Tubarões Fossem Homens - Bertold Brecht


Se os tubarões fossem homens, eles seriam mais gentís com os peixes pequenos. Se os tubarões fossem homens, eles fariam construir resistentes caixas do mar, para os peixes pequenos com todos os tipos de alimentos dentro, tanto vegetais, quanto animais. Eles cuidariam para que as caixas tivessem água sempre renovada e adotariam todas as providências sanitárias cabíveis se por exemplo um peixinho ferisse a barbatana, imediatamente ele faria uma atadura a fim de que não moressem antes do tempo. Para que os peixinhos não ficassem tristonhos, eles dariam cá e lá uma festa aquática, pois os peixes alegres tem gosto melhor que os tristonhos.

Naturalmente também haveria escolas nas grandes caixas, nessas aulas os peixinhos aprenderiam como nadar para a guela dos tubarões. Eles aprenderiam, por exemplo a usar a geografia, a fim de encontrar os grandes tubarões, deitados preguiçosamente por aí. Aula principal seria naturalmente a formação moral dos peixinhos. Eles seriam ensinados de que o ato mais grandioso e mais belo é o sacrifício alegre de um peixinho, e que todos eles deveriam acreditar nos tubarões, sobretudo quando esses dizem que velam pelo belo futuro dos peixinhos. Se encucaria nos peixinhos que esse futuro só estaria garantido se aprendessem a obediência. Antes de tudo os peixinhos deveriam guardar-se antes de qualquer inclinação baixa, materialista, egoísta e marxista. E denunciaria imediatamente os tubarões se qualquer deles manifestasse essas inclinações.

Se os tubarões fossem homens, eles naturalmente fariam guerra entre si a fim de conquistar caixas de peixes e peixinhos estrangeiros.As guerras seriam conduzidas pelos seus próprios peixinhos. Eles ensinariam os peixinhos que, entre os peixinhos e outros tubarões existem gigantescas diferenças. Eles anunciariam que os peixinhos são reconhecidamente mudos e calam nas mais diferentes línguas, sendo assim impossível que entendam um ao outro. Cada peixinho que na guerra matasse alguns peixinhos inimigos da outra língua silenciosos, seria condecorado com uma pequena ordem das algas e receberia o título de herói.

Se os tubarões fossem homens, haveria entre eles naturalmente também uma arte, haveria belos quadros, nos quais os dentes dos tubarões seriam pintados em vistosas cores e suas guelas seriam representadas como inocentes parques de recreio, nas quais se poderia brincar magnificamente. Os teatros do fundo do mar mostrariam como os valorosos peixinhos nadam entusiasmados para as guelas dos tubarões.A música seria tão bela, tão bela, que os peixinhos sob seus acordes e a orquestra na frente, entrariam em massa para as guelas dos tubarões sonhadores e possuídos pelos mais agradáveis pensamentos. Também haveria uma religião ali.

Se os tubarões fossem homens, eles ensinariam essa religião. E só na barriga dos tubarões é que começaria verdadeiramente a vida. Ademais, se os tubarões fossem homens, também acabaria a igualdade que hoje existe entre os peixinhos, alguns deles obteriam cargos e seriam postos acima dos outros. Os que fossem um pouquinho maiores poderiam inclusive comer os menores, isso só seria agradável aos tubarões, pois eles mesmos obteriam assim mais constantemente maiores bocados para devorar. E os peixinhos maiores que deteriam os cargos valeriam pela ordem entre os peixinhos para que estes chegassem a ser, professores, oficiais, engenheiros da construção de caixas e assim por diante. Curto e grosso, só então haveria civilização no mar, se os tubarões fossem homens.

quinta-feira, março 23, 2006

Lost

Aquela ilha na verdade serviu de laboratório para experimentos com crianças (provavelmente militares)...Locke era uma delas, ele na verdade jé esteve na ilha mas devido a lavagem cerebral esqueceu e como já foi dito, passou a viver com familias que o adotaram. Porém, na ilha, os experimentos continuaram sendo feitos, até que algo deu errado, como por exemplo, a rebelião do sistema de segurança, que pode ter matado todos os cientistas e militares (a única coisa que não sei explicar é o que exatamente é este sistema de segurança, pode ser o mais avançado e perigoso dos experimentos dos militares). Após este ataque do sistema de segurança, as crianças e adolescentes que ficaram, se tornaram os OUTROS, que por sua vez, tiveram que se adaptar ao ambiente, o que fez com que tomassem a ilha como seu lar. Alguns ficaram perturbados (Ethan por exemplo). E as únicas formas de continuarem sua existência são: 1-Eliminando os que chegam (e sempre chegarão, pois o exército colocou a transmissão dos números no ar, que obviamente contém um padrão escondido para que causem mal-funcionamento de veículos, como barcos e aviões. Essas coordenadas atraem esses veículos para a região da ilha, onde são derrubados pelos outros, graças ao arsenal deixado pelos militares na ilha. Ou mesmo derrubados pelo sistema de segurança, que pode sentir que a ilha está sendo ameaçada.
2-Raptando todas as crianças, para serem criados por eles e como eles. Como por exemplo o bebê de Claire, e acredito eu, o Walt. Só que eles não contam que Walt tem poderes, o que pode acabar complicando as coisas para eles. A Escotilha é na verdade o laboratório subterrâneo onde as experiências eram realizadas. Acredito que Locke tem poderes para andar somente no lugar de onde se originam seus poderes. E quando estes poderes ameaçam a rotina na ilha, são tirados dele. Como o que aconteceu no episódio da morte de Boone.
Quanto aos outros tripulantes, alguns deram azar de estarem no avião, mas outros foram selecionados pelos militares, que precisam de anônimos com habilidades para tirarem a ilha das mãos dos Outros, pois o exército não teria como explicar uma operação especial que poderia custar muitas vidas em uma ilhazinha qualquer do pacífico, ainda mais para corrigir uma cagada que eles mesmos fizeram. Estes passageiros especiais são Jack, por ser um ótimo médico, Walt, por ser especial, Michael, por ser seu pai, Sayid, por ser ele próprio um militar, e em especial, Hurley e claro, o filho pródigo da ilha, John Locke. Por que Hurley ? Pois ele foi o único que teve contato com um dos militares que enlouqueceram devido à transmissão dos números e que, além de tirar proveito dos mesmos ao ganhar na loteria, o que foi pura coincidência mesmo, começou a questionar demais a origem dos mesmos. O que poderia colocar a operação militar toda em risco.
Enfim, Lost em seus momentos finais será a luta entre o Bem (Sobreviventes do vôo 815) X Mal (Outros), e com o Sistema de Segurança entre eles...visando proteger a ilha como um todo. É claro que os outros sobreviventes terão enfim, suas utilidades, como por exemplo o Sawyer, que é bom de tiro, e também a Kate, entre outros...

terça-feira, março 21, 2006

Quem Somos Nós?

"Pode parecer uma afirmação bombástica de alguém sem nenhum conhecimento de física, mas a física quântica está nos dizendo isto. Existem literalmente diferentes mundos onde vivemos. Há o mundo microscópico que vemos, o mundo das nossas células, o mundo dos nossos átomos... Eles possuem sua própria linguagem, sua própria matemática. E não são apenas pequenos. Cada um é totalmente diferente, mas se complementam, pois eu sou meus átomos, mas também sou minhas células. A minha fisiologia microscópica é verdadeira, só que em diferentes níveis. O nível de verdade mais profundo, descoberto pela ciência e filosofia, é a verdade fundamental da unidade.
No nível subnuclear mais profundo da nossa realidade, você e eu somos um só."

Mensagem na Água

A água tem uma mensagem importante para nós. A água nos está dizendo para olhar mais profundamente para nós mesmos. Quando nos vemos através do espelho da água, a mensagem se torna surpreendentemente clara. Sabemos que a vida humana está conectada diretamente com a qualidade da nossa água, tanto dentro quanto ao redor de nós.

Estas fotografias e informações refletem o trabalho de Masaru Emoto, um pesquisador japonês. Ele publicou um livro importante, “A mensagem da água”, baseado em seus achados nas pesquisas que fez em todo o mundo. Se você tiver alguma dúvida de que seus pensamentos afetam tudo em você e ao seu redor, as informações e fotografias aqui apresentadas, tiradas do livro, mudarão a sua mente e alterarão profundamente suas crenças.

Com o trabalho de Emoto, temos evidências factuais de que a energia humana vibracional, os pensamentos, as palavras, as idéias e a música afetam a estrutura molecular da água, a mesma água que compõe 70% do corpo humano maturo e cobre a mesma porcentagem do nosso planeta. A água é a fonte de toda a vida neste planeta e sua qualidade e integridade são vitalmente importantes para todas as formas de vida. O corpo é semelhante a uma esponja e é composto de trilhões de células que contém líquidos. A qualidade de nossa vida está diretamente ligada à qualidade da nossa água.

A água é uma substância muito maleável. Sua forma física se adapta facilmente a qualquer ambiente. Mas sua aparência física não é a única coisa que muda: sua forma molecular também se altera. A energia ou as vibrações do meio ambiente mudarão a forma molecular da água. Neste sentido, não somente a água tem a capacidade de refletir visualmente o meio ambiente, mas ela reflete este meio ambiente também a nível molecular.

Emoto tem documentado visualmente estas modificações moleculares através de suas técnicas fotográficas. Ele congela gotículas de água e as examina em fotomicroscópio de campo escuro. Seu trabalho demonstra claramente a diversidade da estrutura molecular da água e o efeito do ambiente nessa estrutura.

A neve tem caído na Terra por milhões de anos. Cada floco de neve tem sua forma e estrutura únicas. Congelando a água e fotografando a estrutura como Emoto tem feito, consegue-se informações incríveis a respeito da água.

Emoto descobriu muitas diferenças fascinantes nas estruturas cristalinas da água de muitos locais diferentes e com condições diferentes, ao redor do planeta. Águas de nascentes e fontes nas montanhas mostram os lindos desenhos geométricos em seus padrões cristalinos. Água poluída e tóxica de áreas industriais e muito populosas, assim como água estagnada de caixas d’água e represas mostram estruturas cristalinas definitivamente distorcidas e formadas sem ordem.

Com a recente popularidade da musicoterapia, Emoto decidiu observar os efeitos que a música tem na estruturação da água. Ele colocou água destilada entre dois alto-falantes durante algumas horas e então fotografou os cristais que se formaram após a água ter sido congelada.

Após verificar que a água reage a diferentes condições ambientais, à poluição, à música, Emoto e seus colaboradores decidiram observar como os pensamentos e as palavras afetam a formação de cristais em água destilada, não tratada, usando palavras datilografadas em papel e coladas à parte de fora de garrafas de água, durante uma noite. O mesmo processo foi realizado utilizando os nomes de pessoas já mortas. As águas foram então congeladas e fotografadas.

Estas fotos mostram as incríveis reflexões da água, enquanto viva e altamente responsiva a todas as emoções e sentimentos de todos. Está claro que a água facilmente incorpora as vibrações e a energia de seu meio ambiente, seja ele tóxico ou poluído ou naturalmente puro.

O trabalho extraordinário de Masaru Emoto é uma demonstração incrível e um instrumento poderoso que pode mudar para sempre nossas percepções de nós mesmos e do mundo no qual vivemos. Agora temos uma evidência profunda de que podemos nos curar e transformar positivamente o nosso planeta pelos pensamentos que escolhermos pensar e pelos meios através dos quais colocamos esses pensamentos em ação.

As fotografias utilizadas até aqui são do livro " The Message from Water," de Masaru Emoto.

link: http://www.hado.net/

segunda-feira, março 20, 2006



Lei da Ação e Reação - Por: Silvia Curiati

É a lei da ação e reação. Tarda, mas não falha.

Quem machuca é porque está machucado. Quem fere, será ferido. É cíclico e humano.

E onde mora o amor, descansa o ódio. Não há luz sem sombra, isto é fato. Somos ambigüidades ambulantes, conservamos dentro de nós sentimentos avessos que brigam por espaço e às vezes transparecem quase simultaneamente, confundindo os que nos rodeiam.

Uma virtude é a indiferença ao inimigo, saber levantar e seguir em frente quando derrubado, sem gana de revanche. É vibrar tão mais alto, a ponto de qualquer atitude maligna tomada para ferir não representar mais que uma bobagem, um ruído que não merece consideração. Triste é a indiferença a quem nos quer bem.

Alguns pequenos atos deveriam ser riscados do manual do amigo. Desligar o telefone na cara, não atender a um chamado, deletar emails sem resposta, desaparecer ou fazer o outro sumir da sua vida sem levar em consideração a quantidade de sentimentos envolvidos em cada palavra que já foi dita. É machucar deliberadamente, e realmente não se importar.

Fico pensando que tipo de julgamento nós temos dentro de nossas mentes que nos deixa próximos ao perigo sem nenhuma proteção, completamente vulneráveis. Deveria ser lei: respeitar a vulnerabilidade.

E por que alguns de nós insistimos que vale a pena, conseguimos ver algo especial no outro, mesmo depois de termos compreendido que na verdade não representamos absolutamente nada para esta pessoa, que não temos nenhuma importância a não ser para fazer uma coisinha aqui e outra ali?
É bonito o fato de alguém parecer ter surgido para que aprendamos a amar, que nos desperte ternura, uma vontade de proteger, de querer bem, de desejar sucesso. Ver esta pessoa ir sumindo de nossas vidas aos poucos, com gestos, palavras e atitudes contrárias a tudo o que se acreditava, é dolorido. Mas quando o sentimento é verdadeiro, superamos estes obstáculos e continuamos acreditando no que vale a pena, na essência. Mesmo que o amigo não pergunte mais se você está bem, não se preocupe se você está feliz, não venha bater papo só porque sentiu saudades, não queira saber se você tem conseguido o que quer na vida, como está sua saúde. E na nossa posição, acabamos nos transformando em médicos de corpo e de alma, querendo entender como ele se sente e ajudar em qualquer situação, sem que sejamos tratados como alguém que também tem uma vida, normalmente porque falta tempo ao amigo.

Até o dia em que acaba. Não porque nós acordamos, mas porque fomos sacudidos com uma despedida. A sensação que fica é a de que fomos desprezados. Nossos sentimentos, todas as palavras já escritas, faladas, todos os gestos de carinho e as atitudes de estímulo. Tudo para o lixo, não valem nada porque não temos nenhuma importância na vida do amigo mais, já não servimos. Aliás, possivelmente a importância de um dia fosse só ilusão, ainda assumindo que a essência do amigo permanece, e que não nos aproximaríamos de alguém que não fosse verdadeiro.

Este texto não tem um final. É um exercício bobo sobre coisas que acontecem em nossas vidas. É um texto para os que perderam amigos, parentes, namorados, qualquer pessoa querida que tenha resolvido desaparecer deixando uma marca feia. Também é para aqueles que desapareceram. Não que vá causar algum efeito, porque não vai. Quem toma atitudes assim, já tem a cabeça feita e sabe o que quer com aquilo. É triste quem gosta de dizer adeus diante de um pedido de "fique, por favor". Mas quem ouviu isso é porque mereceu. Talvez apenas por excesso de teimosia, talvez por excesso de confiança gratuita.

Este monte de palavras está confuso ainda, mas pediu pra sair, e quem sou eu para dizer não?

Para completar, ouça Jim Croce, é lindo.

sexta-feira, março 17, 2006

Jogo: Mad Shark

(Clique no título e jogue sem pena. Não, você não tem que fugir do tubarão. Você É O TUBARÃO!)

Sandman: The Dream Hunters - Neil Gaiman & Yoshitaka Amano




"Na manhã do dia seguinte, as nuvens cobriam o topo da montanha. Eram nuvens escuras e pesadas, por isso o monge não ficou surpreso quando a chuva caiu forte que curvou os bambus e achatou os brotos dos inhames. Acostumado ao clima na encosta da montanha, o m0onge continuou imóvel em suas orações. Ele não se moveu nem quando os raios - de uma brancura ofuscante - começaram seguidos por trovões tão altos e tão profundos que pareciam vir do próprio coração da Terra.
A chuva redobrou. Era o bater de centenas de pequenos tambores, tão alto que o monge mal podia ouvir o som de choro acima trepidar dos pingos. Mas ele escutou alguém soluçando e saiu para o pátio, onde viu, deitada no chão onde a tera escorria como sopa, uma jovem encharcada pela chuva. Suas vestes molhadas, feitas da mais rica seda, grudavam-lhe ao corpo como uma segunda pele". (pág. 10)

Jogo: Hostile Skies

(clique no título e torne-se o terror dos ares na Primeira Grande Guerra Mundial.)